A distinção entre o mineral comum e o mineral em nanopartículas (nanominerais) está principalmente na biodisponibilidade e na maneira como o organismo processa a absorção dos nutrientes.
1. Absorção e Biodisponibilidade
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Mineral Comum: Geralmente depende de transportadores específicos no intestino e de um ambiente gástrico ideal (pH) para ser absorvido. Muitas vezes, grande parte do mineral é excretada sem ser utilizada |
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Nanopartículas: Devido ao tamanho extremamente reduzido (1 a 100 nm), elas conseguem atravessar barreiras biológicas com mais facilidade, permitindo a entrega do nutriente diretamente às células alvo. |
2. Doses e Eficácia
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Mineral Comum: Exige doses maiores para garantir que o organismo consiga "aproveitar" o mínimo necessário. |
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Nanopartículas: Como a absorção é quase total, é possível utilizar doses menores para obter o mesmo efeito terapêutico, o que pode reduzir a sobrecarga em órgãos como rins e fígado. |
3. Estabilidade e Proteção dos Ativos
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Mineral Comum: Pode sofrer degradação ou interagir com outros alimentos (como fitatos e cafeína), o que bloqueia sua absorção. |
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Nanopartículas: A nanotecnologia permite o encapsulamento do mineral, protegendo-o contra fatores externos e garantindo que ele chegue intacto ao local de absorção no trato gastrointestinal. |
4. Segurança e Toxicidade
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Mineral Comum: Bem conhecido pela ciência, com limites de segurança (UL) claramente estabelecidos para a maioria da população. |
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Nanopartículas: Embora promissoras, exigem maior controle na fabricação. Por serem tão pequenas, podem se acumular em tecidos se não forem produzidas corretamente, o que reforça a importância de adquirir produtos idôneos. |
Resumindo...
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Característica |
Mineral Comum (Inorgânico) |
Mineral em Nanopartículas |
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Tamanho |
Partículas maiores, escala micrométrica. |
Escala nanométrica (bilionésima parte do metro). |
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Absorção |
Passa por digestão ácida; alta perda por oxidação ou pH gástrico. |
Protegido contra o pH; absorção direta e superior. |
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Biodisponibilidade |
Geralmente baixa (muitas vezes menos de 10-20%). |
Elevada, com liberação controlada nos sítios de absorção. |
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Efeitos Colaterais |
Comum causar náuseas, constipação ou gosto metálico. |
Drástica redução de desconfortos gastrointestinais. |
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Interações |
Sofre competição com outros minerais pela mesma via de absorção. |
Nanopartículas evita competições, garantindo a chegada do ativo intacto. |
Por que a nanotecnologia é superior?
Diferente dos minerais quelatos (que são ligados a aminoácidos para melhorar a absorção), as nanopartículas funcionam através de nanocarreadores (como lipossomas ou nanoemulsões). Isso permite que o mineral "atravesse" as barreiras biológicas de forma muito mais eficaz, chegando diretamente às células ou tecidos-alvo sem ser degradado pelo sistema digestivo.
